domingo, 16 de dezembro de 2012

Transformation



I looked at your eyes and
they were green like the sea,
in that time. Do you remember it?
Do you remember everything
that we have done? What we—
we’ve been through? That time
you looked at me, crying
and I held you throughout your
bleak sadness that wouldn't
go away, because you looked
at yourself and saw only
only wounds and blood and I
I tried, I swear I tried, but
it would never be enough.
But I looked at you, I looked at
you—
I think classical was
playing on the background,
calming, smooth, sad. It…
it enervated me. Couldn't even
concentrate when you turned;
all sharp angles and hard glint
in your eyes.
I said, "please, don't," but--
but you laughed derisively and
something-- I think something...
I could've heard something break.
I wanted to ask you so,
so many things, but you had
already turned your back
on me, and...
you hadn't even
stopped or turned when I
when I heard you say
"Goodbye, brother," you had said
and all that was left
it was nothing, nothing left
because—
because you had taken everything
you had taken everything with you.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Jimmy

James olhou ao redor e continuou não vendo nada.

O balanço se movimentando ao toque do vento, a gangorra estática, o escorrega desgastado pelo tempo, com a terra já gasta no fim da rampa, o gramado verde e úmido por causa do orvalho, com gotículas que refletiam a luz do sol, o céu azul com nuvens branca, as crianças brincando, as árvores bonitas e grandes… nada, ele não conseguia ver nada, apenas aquela neblina espessa e esbranquiçada fazia seu mundo naquele momento.

Isso e o leve rangido que o balanço fazia.

Ele sentia frio, só usava um agasalho tão gasto que já umedecera com a névoa densa, e um jeans rasgado.
James olhou ao redor e semicerrou os olhos, tentando enxergar algo que não conseguia. Ele não apenas queria ter a visão do parquinho, aquele onde ele passara a infância brincando em sua plena inocência, ele queria respostas.

Ele não sabia o que pensar, então não pensava. Mas não era exatamente assim que as coisas funcionavam; James em seu veto ao pensamento não tentava entender o que era para ser entendido, só aceitava o que sua cabeça formulava cruamente.

Não era boa coisa, porque nada bom saía de sua mente. Eram pensamentos ruins, melancólicos, misantropos e James só se recolhia mais e mais em seu próprio mundo.

Se ele pudesse dizer algo que gostaria de ter, seria uma pessoa. Ele adoraria ter um alguém para ouvi-lo e dar a ele as respostas que necessitava.

Ele não poderia dizer que não tinha aquilo, mas na maioria das vezes, ele achava que só necessitava de um abraço; longo, apertado e com carinho na nuca junto com palavras doces, que o tocasse como uma brisa de Outono.

“Um dia, tudo vai ficar bem.”, “Não se preocupe, eu estou aqui.”, “Você pode contar comigo.”… palavras assim. Mornas e macias.

Tão mornas e tão macias que tinham quase a mesma intensidade de um edredom e uma cama quentinha em uma tarde escura de inverno.

Jimmy arrastou a mão pela calçada em que estava sentado, sentiu a umidade na palma da mão – que já sentia em suas calças – e a levou ao joelho, secando-a com displicência.

Respirando fundo, querendo inspirar todo o ar ao seu redor, encher os pulmões de oxigênio até que se sentisse satisfeito, James se levantou com certa dificuldade, suas panturrilhas doendo, junto com seus joelhos e o incômodo do jeans molhado.

Por um momento, um curto momento no qual o rapaz aproveitou para se alongar – esticando os braços bem acima da cabeça – e começar a caminhar sem rumo pela rua estreita feita de paralelepípedos – que em certo ponto começava a ser asfaltada -, Jimmy se perguntou se algum dia ele encontraria o tipo certo de pessoa para ele.

Ele não pedia nenhum estereótipo; ele não queria alguém que fosse carinhoso o tempo inteiro, nem compreensivo com tudo o que ele pensava e nem todos esses clichês.

Não.

Ele queria uma pessoa que tivesse pulso firme, algo que ele admirava nas pessoas, porque ele desistia muito, muito facilmente.

Ele também queria um alguém que o entendesse, sim, mas quando ele estivesse certo. Não com um tipo de verdade que muda para cada cabeça, não. Quando ele estivesse verdadeiramente certo, porque todo o mundo mente, inclusive para si mesmo.

Ele não se importava com a aparência, ele também não procurava alguém para namorar. Ele só queria alguém para estar com ele.

Ele queria, em seu íntimo, alguém para lhe fazer companhia, sabe? Como comer bolo com cobertura de chocolate e tomar café meio-amargo sob o céu azul-royal, conversando sobre aquele novo jogo de videogame que ambos haviam zerado.

Ele queria alguém para desejar boa noite porque ele não fazia isso. E ele também queria uma pessoa para abraçar quando fosse se despedir. Aliás, ele queria alguém para abraçar quase toda hora.

Mas ele não queria um abraço demorado, muito menos um cheio de sentimentos. Esses deveriam ser guardados para quando ele realmente necessitasse porque assim eles não perderiam o valor, o enorme valor que tinham.

James continuou andando,  enxergando parcialmente o caminho; a neblina ainda cobria sua visão, mas agora ele conseguia enxergar as casas nas ruas mais altas às quais ele não pertencia.

Seus pés o guiavam retamente, como se houvesse uma linha imaginária a ser traçada, mas sua mente não estava lá, naquela rua, deixando junto de si o parquinho, não.

Jimmy estava aéreo, seus pensamentos de amigos a amigos, de situações a situações, de lembranças a lembranças… Sua mente voava alto e ele nem ao menos sabia agora para onde ele estava indo.

Mas ele sabia sobre o que pensava. Ele pensava se algum dia fosse encontrar alguém assim, que se encaixasse na descrição de pessoa certa para ele, mas também pensava, em um curto espaço de tempo, se ele já conhecera essa pessoa.

“Não,” pensou enquanto inspirava uma grande quantidade de ar, “eu com certeza não a conheci,” concluiu.
Nesse devaneio, se perguntou com quem ele realmente se importava e James poderia dizer vários nomes, claro, mas apenas porque estava acostumado com eles.

Jimmy sempre se perguntava inúmeras vezes por dia se ele não amava as pessoas apenas porque estava acostumado com elas. E perceber isso não chegava a doer, mas James pensava se era suposto que doesse, no entanto ele não saberia nunca, porque quando ele pensava, ele só sentia indiferença.

Envergonhado com sua apatia, ele parava de pensar. Ele parava de tentar imaginar o que aconteceria se ele pudesse morrer por uma semana, ele parava de pensar em se tornar uma pessoa melhor e continuava naquela vida ordinária.

Ele também parava de pensar sobre o futuro porque ele se via sozinho e sem saída, humilhante.

Ele não pensava, ele só deixava sua cabeça formular coisas que ele não queria pensar, mas era inevitável. Ele não enchia sua cabeça de pensamentos confusos, sem começo e nem fim, apenas o meio, coisas caóticas e que não o levavam a lugar nenhum.

Mas ele sabia que levava, não um caminho propriamente dito, mas o era. Um abismo, talvez, algum lugar escuro, e tão longo e longe, e arriscado que James pensava que uma vez que entrasse, ele não conseguiria sair.

Mas se ele estivesse pensando no momento, perceberia que no ponto em que estava, ele já não conseguiria voltar.

Jimmy estancou os passos e olhou para trás, a neblina diminuíra um pouco e ele conseguia ver o balanço onde na infância se balançara por horas e mais horas até que quando fosse dormir, ele ainda tivesse aquela sensação de estar voando bem alto. Ele também conseguia ver o escorrega e a gangorra; este era o brinquedo preferido dele, embora tivesse sempre que dividir o mesmo lado com alguém porque os garotos com quem ele brincava eram sempre maiores que ele.

Dando meia volta, ele se encaminhou em direção ao parquinho, indo direto para o balanço enquanto enfiava as mãos nos bolsos do casaco.

James gostaria de voltar para aquela época, onde tudo para ele era feliz. Ele não sentia vergonha de si mesmo quase todo o tempo, quase todos os dias, muito menos quando se lembrava de coisas que fizera na infância.

Ele não era de todo feliz, mas ele se lembrava de não se sentir triste; entretanto se ele fosse sincero consigo próprio, ele saberia dizer que desde aquela época ele implorava a Deus – porque quando pequeno ele ainda acreditava em tal santa imagem – que encontrasse um amigo para ele ficar todo o tempo do mundo ao seu lado.

James sorriu, ele se lembrava disso, não poderia se esquecer das tardes, sentado na janela, falando com Deus, achando que ele o escutaria, implorando, rezando, pedindo com tanta fé que ele dormiria naquelas noites com a cabeça limpa e o corpo leve, achando que no dia seguinte ele encontraria alguém para passar os dias, acompanhado.

Jimmy sentou-se no balanço do meio e seus pés moveram-se pela terra gasta e deu um fraco impulso, encolhendo bem as pernas. Suas pernas haviam crescido demais desde a última vez que sentara ali.

Agarrando firmemente a corrente de ambos os lados, James olhou para cima, as casas tampando o céu de um jeito bonito, as nuvens parecendo se juntar à neblina que era fraca agora, o sol brilhando forte, mas não tão forte a ponto de esquentar o corpo do rapaz que agora quase tremia de frio, seus dentes rangendo, as juntas das mãos doendo, os dedos parecendo mais finos e longos e pálidos.

O cabelo úmido colava-se ao rosto encovado dele, gotinhas quase invisíveis, transparentes, parecendo cristais, formavam quase um manto sobre seus fios negros e desgrenhados.

Ocorreu a James que pedindo “por favor” alguém iria escutá-lo porque mesmo com carência de respostas e abundância de dúvidas, ele não conseguia acreditar que não houvesse mesmo alguém que regesse o universo.

Então, respirando fundo, fechando os olhos, apertando mais e mais a corrente entre os dedos, James expirou todo o ar em seus pulmões e com a voz baixa, um fio de voz, pediu: “Por favor” e esperou por alguns segundos, então abriu os olhos, talvez achando que alguém fosse aparecer na rua, talvez para ver se algo havia mudado.

Mas tudo continuava o mesmo.

Só ele, a neblina e o parquinho.


sábado, 30 de junho de 2012

Passagem de uma Noite Austera


Na TV, um documentário biológico sobre o corpo humano. O que a respiração e a falta dela causam. O garoto batuca a cigarro no cinzeiro, exala a fumaça e prende a respiração. Seu coração acelera mais rápido do que esperava, seu peito começa a doer e trinta segundos mais tarde, ele está exalando como se tivesse corrido uma maratona.

De repente, o canal sai do ar – deixando-o um eterno ignorante quanto ao que acontece no pulmão de um fumante. A TV fica estática, mas ele vê os pequenos grãos negros formarem caminhos na tela branca e se embolarem até ele perder a noção. São grãos negros ou são brancos? Sente sua boca semiabrir, como se sua língua tornasse-se ligeiramente mais grossa e pesada. Ele se inclina para frente, apoiando os cotovelos sobre os joelhos, ele quer descobrir se—

“O que você ‘tá fazendo?”

Um sobressalto que quase o faz pular para fora do sofá e cair sobre o tapete fofo que seus pés esmagam e seus dedos acariciam.

“Eu queria saber se—”

E ele descobre que o que ele queria saber é estúpido demais para se falar. Assim, encarando seu olhar de impaciência, um revirar de olhos à esquina do presente, o garoto desiste de dizer algo.

E o outro bufa. E revira os olhos. E murmura algo que à direita do sofá é impossível de se entender, mas o tom de voz conota tantas coisas que um dos corações presentes no cômodo dói, apertado demais entre a caixa torácica. A respiração acelera e a vista embaça. Dedos se contorcem nos pêlos macios do tapete e no estofamento nodoso do acento.

Na tentativa de se acalmar, acende outro cigarro entre os dedos trêmulos por causa do alto nível de cafetina no sangue e inspira. E inspira mais fundo, até que seus pulmões doam e nenhum oxigênio ou fumaça sejam capazes de passar por seus brônquios. Ele prende a respiração por alguns segundos, saboreando o ardor nos pulmões e na garganta, percorrendo um caminho morno tão íntimo quanto intocado.

Ele não sabe se já se passaram trinta segundos, mas seu peito volta a doer, então ele expira todo o oxigênio e fumaça, que faz um longo, curvilíneo, tortuoso e translúcido caminho perolado à sua frente. Da cor dos ossos em raios-x.

“Você vai acabar tendo um ataque cardíaco” – e pela primeira vez naquela noite monótona e quieta, inquietante, ele ouve algo que se parece com preocupação. Tem um quê disso. Uma linha tênue que cria uma teia ao redor de seu coração, aprisionando-o, puxando-o em direção a algo que em sua cabeça é necessário ser seguido. – “Parece que quer morrer logo de uma vez. Mas eu sei que você não teria coragem.”


E de repente, o enlaço fica mais frágil. A teia tem uma espécie de debate. Ela não pode puxar, pois assim arrebentaria, mas ela não pode simplesmente continuar lá, em uma infinita inércia. O sentido e a necessidade se perdem durante o caminho.

“Eu teria.”

“Não, você não teria.”

E do jeito que é falado é quase como um apelo. E ele se vê perdido e desamparado e confuso quanto ao seu rumo. Nunca nada faz sentido em seus percursos.

“Não sou suicida” – diz. E não sabe o porquê, mas sente que é necessário apontar isto. Ele não é. Ele não diz, contudo, que ele já pensara sobre, ou que já tivera vontade. Ou como ele sempre pensa. Ou como ele sempre acha que esta é a solução de seus problemas. E ele não menciona que uma vez ele se escondeu embaixo da cama e chorou tanto, mas tanto e o dia todo que a única coisa que o impediu de buscar uma faca e acabar com a sua vida bem naquele momento foi a vergonha de encarar as pessoas. Porque ele não estava sozinho, nem nunca estaria.

“Eu sei que não.”

Um silêncio se instala. E ele é leve, calmo e sem exigências. Como o silêncio antes de ir dormir depois de um dia cansativo. A TV continua na estática, jorrando uma iluminação prateada sobre os dois, o sofá e o restante da sala. Um traga o cigarro longa e pensativamente, olhando fixamente para a tela. Olhar perdido.

E então ele começa a se lembrar de tantas coisas que se mesclam a outras e no fim, ele não sabe mais por que começou a pensar sobre aquilo, mas agora ele está pensando. E de repente, a atmosfera está mais pesada. Seu peito dói mais e o cigarro pesa entre seus dedos. A fumaça começa a sufocá-lo, o colarinho da sua camisa o enforca lentamente e ele se remexe, e o puxa, tentando esgarçar a blusa e obter um pouco mais de oxigênio, mas nada funciona. As palavras relembradas o sufocam como se tivessem sido ditas um segundo atrás. Dói e machuca tudo o que toca, e queima, e arde, e é agonizante. Agonizante porque ele sabe que é verdade, ele sabe que nunca mudará, ele sabe que nasceu assim, então aquelas palavras o prendem a uma predestinação dolorosa, a uma vida que ele sabe estar preso. E isso o machuca mais que tudo, porque ele é. Ele é e não há nada que vá fazê-lo deixar de ser.

Suas mãos estão apertadas de encontro ao sofá nodoso. Ele se força a abri-las, a desenterrar as unhas da carne esbranquiçada da palma das mãos. Força-se a se esquecer de que a todo o momento, ele o olha e diz coisas como se—

“Eu fosse uma aberração.”

O sussurro é tão baixo que as palavras saem desengonçadas, roucas e quebradas de sua boca. Ele exala mais fumaça de seu cigarro e fecha os olhos. A estática da TV não é mais interessante. Nada mais é. Ele odeia esses momentos. Quando nada parece ser certo. Quando uma coisa leva a outra e a outra, e tantas outras coisas levam a vários caminhos, cada um mais tortuoso, e humilhante, e doloroso que o outro e nesses momentos ele só quer se trancar no quarto, encolher-se debaixo das cobertas e chorar porque nada mais faz sentido. Só a dor. Porque a dor existe e explica tudo. A ardência, o sangue, a cicatriz, tudo é mais simples.

“Quê?”

Sua voz é afiada como uma faca e o faz encolher-se tanto quanto.

“Pensando alto...”

“Em quê?”

“Em nada.”

“Você faz isso de propósito” – e mais lembranças vêm à tona, porque ele nunca esquece ofensas. Aonde quer que vá, elas são levadas também. Chega ao ponto em que ele percebe não se lembrar da maioria dos acontecimentos, mas apenas das sensações de ódio, ira, tristeza, decepção, rancor. Ele as cataloga pelo nível de tristeza em que elas o colocaram. O resto é esquecido: onde, porquê, como, quando. Não importa. O que resta são as mágoas. – “Você só quer atenção.”

“Não quero.”

“Claro que quer.”

Outro cigarro é aceso e—

“Você não sabe fazer outra coisa além de fumar não?”

Uma de suas mãos procura pelo controle remoto. Qualquer coisa que desvie sua atenção. Ele respira fundo o ar poluído do cômodo.

“Quer saber?” – pergunta, olhando para as mãos trêmulas. – “Quero ficar sozinho.”

Pequeno momento insípido no qual ao seu lado só há um ar de inquietação e surpresa.

“Whatever, man.”

E somente um deles se levanta, movimentando o sofá de leve. Isso o faz se sentir tão pequeno e frágil, ele não entende o porquê disso. Talvez por lhe lembrar de que no final, a única coisa que lhe resta é a solidão, com ninguém por perto pra consolá-lo porque todos foram embora.

“Só lembre que eu penso no seu bem.”

As palavras sobem à sua garganta com uma facilidade quase programada, mas elas são naturais, tão naturais que seus lábios se partem para pronunciar a primeira delas, mas ele se impede de dizê-las. Você não pensa em nada.

Outro silêncio se faz presente. Um mais denso e perturbador. De um lado, cheio de palavras não ditas, do outro, cheio de palavras que não conseguem formular uma frase. O último morde o lábio, pestaneja, troca o peso de perna, não sabe o que fazer. Até que ele desiste e sai pela porta de entrada.

A teia se enfraquece; tão frágil e ínfima que ele se pergunta como ela resistiu por tanto tempo. Como ela ainda resiste apesar dos pesares. Tão raquítica que seu coração começa a se tornar insensível à sua presença. E o caminho ao qual ela o leva, já não tem mais importância. Em suas prioridades, ele é secundário. Mas sempre estará lá. Uma força constante que o guia sempre a uma direção rochosa e sinuosa, de trilha incerta. Sempre se fortalecendo por palavras impensadas que vêm do fundo da alma, do coração. Sempre levando a um lugar no qual haja a promessa de redenção. Mas tornando-se fraca por palavras impensadas e rudes, verdadeiras – porque nada machuca mais que a verdade. Palavras cuja origem vem da percepção. Palavras que tem o poder de te levar aonde você não quer ir, aonde não tem volta depois de frequentado. Seu âmago.
 A todos que "acreditam" em mim.